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Trajetória profissional

Alguém me perguntou: qual foi a sua trajetória profissional? E respondi o seguinte:

Em 1998, com 12 anos de idade tinha feito minha primeira ilustração no Photoshop 4.0. Quando terminei, abri um sorriso e acabei me apaixonando em criar arte sem sujar os dedos. E nunca achei que daria para ganhar dinheiro com isso.

Comecei entregando panfletos de políticos e office-boy. Mas minha chance foi aos 17 anos, começando a trabalhar em uma lanhouse e conheci um ex-diretor de criação, o próprio dono da lanhouse.

Meu primeiro chefe, que foi um diretor de criação, tinha largado o emprego para montar a lanhouse dele e eu virei seu primeiro funcionário. Falei com ele que me interessava no assunto de design e ele compartilhou tudo o que sabia sobre design e o mercado. Ele me deu liberdade para sentar atrás do balcão de atendimento para desenvolver comunicações para a lanhouse em que eu trabalhava. Ele me disse que levava jeito. Comecei a praticar e acabei aprendendo muito, até atraia clientes e amigos da lan que gostavam também do assunto e todo mundo acabava aprendendo e discutindo junto. Passei a produzir comunicações para outras lanhouses e ganhar um troco a mais no mês. E o dinheiro não me importava pois estava aprendendo e vendo que era possível ganhar dinheiro com aquilo que mais gostava. Certos meses ganhava mais do que o salário da lanhouse. Até que um dia recebi minha primeira oportunidade para me ingressar oficialmente na área de design, como assistente de arte em uma agência web. Sem curso ou faculdade. Somente atrás de livros, estudos autodidata e muito relacionamento com quem entendia do assunto.

Nesse meio tempo aprendi muito. Errei muito. Acertei muito. E aprendi uma importante frase que ajudou a formar minha personalidade: “Quando um é sensato, dois são felizes.” Infelizmente, desconheço o autor dessa incrível frase. Um dia vou emoldurá-la em um quadro, com uma incrível tipografia.

Hoje, aos 24 anos, vendo e produzo comunicação. Já tive clientes da China e de Portugal e me sinto muito realizado. Essa mistura de empreendedor, administrador, contratante, fornecedor, diretor de arte e programador web é muito divertido.

Posso dizer que não tive sorte pois minha trajetória começou cedo, com muito entusiasmo para aprender, errar e fazer dar certo. Mesmo com diversas dificuldades, como falta de dinheiro e problemas familiares, acreditei no meu potencial e mergulhei de cabeça.

Tenho muito prazer no que faço e muita satisfação em conviver com amigos que fiz em função dessa trajetória honesta.

Se você não conhece meu trabalho, acesse: http://www.sastudio.com.br

Passado que responde

Descobri que visitando meu passado pude encontrar respostas para as minhas dúvidas de hoje. E as respostas foi encontrada nas ilustrações que fazia quando tinha uns 12 ou 13 anos, com um mouse e na época era o Photoshop 4. Acabou que foi muito divertido ver minhas ilustrações antigas. Algumas delas fez lembrar momentos como quando meu irmão mais velho pegou eu no flagra mexendo no computador dele. Ele ficava realmente bravo! Mas ele esqueceu que qualquer irmão mais novo vem equipado com um escudo protetor, que era ativado ao falar as palavras mágicas “vou chamar a mãe!”. :)

Hoje caiu a ficha que o tempo passa rápido e que meu passado não foi esquecido graças as lembranças que guardei. É muito gostoso ter aquele momento revisitado, depois que olhei para algo que estava escondido há anos. No caso de algumas dessas lembranças, estavam ilustrações em um .zip criptografado e com uma maldita senha (o que me faz perguntar: o deu em mim para colocar uma senha naquele tempo? só pra dizer isso hoje, talvez…) que não lembro mais(!) – mas nada que um brute force qualquer não possa quebrar esta senha.

Nem faz tanto tempo assim. Meu primeiro contato com computador foi aos 6 anos de idade, em um MSX Hotbit (Gradiente?), que ora estava ligado em uma TV CRT, ora em um monitor de fósforo verde. Ah! Adivinha de quem era esse MSX?

Dei valor para essas ilustrações que, sem eu pedir, retornaram boas lembranças. Entendi que o conjunto delas formam meu alicerce. A pessoa que sou. Pensei: minha história está escrito em alguns desses pixels.

Andei revendo alguns trabalhos que ficaram no passado mas que ainda gosto muito. De verdade. Acho que em algum momento eram até melhores dos que são feitos hoje em dia. Vai ver que a imaginação de criança não tem limites. Era a diversão de uma criança com 13 anos de idade, no Photoshop 4.0, com uma ponta de emoção por estar mexendo em algo que não é seu.

Depois separo alguns trabalhos. Estou com problemas na permissão do meu fucking diretório e não consigo fazer uploads :S

Aceitar a experiência

Lost

Imagem do site http://cinealex.files.wordpress.com

Namastê pessoal,

A experiência de Lost foi maravilhosa, assim como a nossa vida é: uma experiência, que tem começo, meio e fim. Aceitar essa experiência é que nos deixa perdidos, criando mil e um idiomas, crenças, perguntas, fantasias, histórias, até que um dia somos socorridos pelo inevitável que é aceitar de que tudo tem um fim. O “trunfo” da humanidade, em função da nossa natureza que é sonhar, perguntar, descobrir e responder, é o conhecimento científico que fica eternizado para as próximas gerações, tornando do ser humano uma raça cada vez mais inteligente. Isso enquanto esta experiência ser permitida: a nossa vida.

Respire fundo e carpe diem.